Dear China
Querida China,
Finalmente nos conhecemos! Durante muito tempo pensei que só nos iriamos encontrar quando fosse mais velha, mas aqui estamos nós, depois de tantas horas de voo.
A tua História milenar e a riqueza da tua cultura impressionam-me. Fazes-me pensar que algumas coisas antigas nunca passam de moda.
A forma como evoluíste ao longo destes anos foi gradual e de fazer inveja a muitos países do ocidente. Independente, cheia de vida e sempre em constante evolução. Gostas de misturar o antigo com o moderno, e fazes disso motivo de orgulho. Considero isso louvável. A Arquitetura, moderna e antiga, e a Natureza bruta que há em ti fazem-me pensar que estamos num mundo dentro do Mundo.
És julgada por muitos, mas porque não te conhecem. Apenas ouviram falar as coisas menos boas de ti e não falam das muitas coisas bonitas que também tens para oferecer. Muitas pessoas têm medo, mas eu digo-lhes para não terem.
Nas tuas ruas senti-me sempre segura. Talvez sejas um dos lugares mais seguros que já visitei.
Pela primeira vez soube o que era a verdadeira “comida chinesa” e posso dizer-te que teu “Pato à Pequim” é maravilhoso.
As pessoas são muitos atenciosas, curiosas e cheias de vitalidade. Mesmo que não falemos a mesma língua, conseguimo-nos entender. Isso faz-me pensar que, em qualquer parte do mundo, a linguagem universal é só uma.
Quero agradecer-te porque me ensinaste a não julgar sem conhecer e por me mostrares um lado teu que poucos conhecem. Mas ainda não te livras de mim, porque ainda há muito em ti que quero descobrir.
PS: os Pandas são mesmo fofinhos!
Com amor,
Pipa.