Dear Iceland
Querida Islândia,
Quero dizer-te que te quero voltar a ver.
Não te esforças para impressionar. A tua beleza é natural. E é precisamente isto que mais me fascina em ti. Tenho tanto para aprender contigo.
Tens dois lados em ti: o gelo e o fogo. Isto faz-me pensar que nós, seres humanos, também temos dois lados opostos. Mas de alguma forma, consegues mantê-los em perfeito equilíbrio.
Quando o fogo desperta, estremeces os teus alicerces, esplores e mudas o ambiente à tua volta.
Quando vem o gelo, pintas as montanhas de branco e tornas a paisagem uniforme.
Presenteias-nos com traços verdes no céu. É impossível ficar indiferente a este incrível espetáculo de luz. Foi contigo que o vi pela primeira vez. Espero nunca me esquecer disto.
As tuas cascatas gigantescas, contrastam com a calma dos lagos azul turquesa. As planícies e montanhas de musgo verde, contrastam com as praias de areia preta. O pôr do sol que não se põe no verão, contrasta com a noite que não quer sair no inverno.
Tudo isto faz-me pensar que posso estar triste numa determinada altura, mas não dura para sempre. Porque tudo é um ciclo. Um dia podemos estar no vale e no outro no topo da montanha. Porque tudo é um ciclo.
Não precisas de polir o teu diamante. É precisamente por permanecer em Bruto que és tão bonita.
Mostraste-me que a força e a serenidade podem habitar no mesmo lugar.
Com amor,
Pipa.